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À VIDA COMO ELA NÃO É


quanta delícia deve haver

num jardim só de delícias!


eu

do lado de cá

vou arando meus canteiros

com pés e asas

voltados aos sonhos de além


o aqui

o meu

o mesquinho

o terreno

é aquém

de tudo o que me sobrevoa


meu coração contido

abafa tanta malícia!


do meu escuro eu aceno

canto loas

a algo que me faça sentido

à alegria não fictícia

ao lado ardido da carne

à alma e seu ardor espúrio

à vida quando é calor

à festa que não tem fim

ao tempo que não tem ponteiros

ao berro

não ao murmúrio

a tudo que nunca definha

ao mais eterno estar bem


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